Elon Gomes de Almeida e Grupo Victória modernizam empreendimento de alto padrão 100% destinado à locação corporativa

Por muitos anos, a lógica predominante do mercado imobiliário brasileiro esteve baseada na venda das unidades após a conclusão dos empreendimentos. Nos últimos anos, entretanto, outro movimento vem ganhando espaço: a requalificação de imóveis corporativos para atender às novas demandas do mercado de locação. Em Brasília, essa estratégia levou o Grupo Victória a concluir o retrofit do Edifício Victória, imóvel que passa a operar no modelo multiusuário, com salas comerciais destinadas exclusivamente à locação.

Para Elon Gomes de Almeida, empresário do setor imobiliário com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de empreendimentos residenciais e comerciais em Brasília, essa mudança reflete uma transformação na forma como o mercado enxerga os ativos imobiliários. À frente do Grupo Victória, o executivo concluiu recentemente o retrofit interno do Edifício Victória, localizado no Setor Comercial Norte. 

“Esse é um imóvel que já fazia parte do nosso portfólio. Ele funcionou por muitos anos no modelo de locação para um único ocupante, mas percebemos que a demanda das empresas hoje é diferente. Por isso investimos em um retrofit interno e transformamos o edifício em um espaço multiusuário, com salas de diversos tamanhos, para oferecer mais flexibilidade a quem busca um endereço corporativo”, afirma.

A estratégia acompanha uma transformação observada em diversos mercados internacionais e vem ganhando força no Brasil à medida que investidores buscam fontes de receita mais previsíveis e empresas optam por locar espaços corporativos em vez de imobilizar recursos na aquisição de imóveis próprios.

Os números ajudam a explicar esse movimento. O mercado brasileiro de escritórios corporativos encerrou 2025 em trajetória de recuperação consistente, com absorção líquida positiva e queda gradual da vacância nos empreendimentos de maior padrão. Segundo levantamento da Colliers Brasil, a demanda por ativos qualificados voltou a crescer de forma sustentada, impulsionada pelo retorno das grandes locações e pela busca por edifícios mais modernos e eficientes.

Em São Paulo, principal referência nacional para o segmento corporativo, a taxa de vacância dos escritórios de alto padrão atingiu 14,7% no fim de 2025, o menor patamar dos últimos 14 anos, enquanto os preços médios de locação avançaram 12% em relação ao ano anterior.

Retrofit adapta edifício à nova lógica da locação corporativa

O Edifício Victória, durante anos, funcionou no modelo monousuário, com locação integral para um único locatário. O imóvel passou por uma ampla obra de retrofit em sua área interna, concluída recentemente, permitindo a subdivisão dos pavimentos em salas comerciais de diferentes tamanhos e sua adaptação ao modelo multiusuário.

A proposta segue uma lógica cada vez mais adotada por investidores patrimoniais: manter a propriedade do ativo e gerar receitas contínuas por meio da locação, em vez de realizar ganhos pontuais com a venda das unidades.

Segundo Elon Gomes de Almeida, a estratégia permite uma visão mais ampla sobre o desenvolvimento imobiliário.

“Quando um edifício é adaptado para operar exclusivamente no mercado de locação, o foco deixa de ser apenas a obra de modernização. A prioridade passa a ser a qualidade da operação, a atratividade para os ocupantes e a capacidade de gerar valor continuamente”.

O executivo explica que esse modelo influencia diretamente as decisões de projeto, desde o layout até os investimentos em infraestrutura e tecnologia.

Estrutura busca atender nova demanda das empresas

Após a modernização interna, o edifício passou a oferecer salas comerciais em diferentes configurações, ampliando o perfil de empresas que podem ocupar o imóvel. O empreendimento conta com cinco pavimentos corporativos, fachada em pele de vidro, dois elevadores, acessibilidade em todos os níveis e localização próxima aos principais centros empresariais e administrativos de Brasília.

A infraestrutura inclui portaria com funcionamento 24 horas, reconhecimento facial para controle de acesso, ambientes climatizados, iluminação integral em LED e monitoramento por câmeras de alta resolução.

As salas corporativas foram desenvolvidas em diferentes configurações, com áreas variando entre aproximadamente 115 m² e 198 m², permitindo atender empresas de diversos portes e segmentos, inclusive podendo chegar a 900m2 se unificar as salas do pavimento. Algumas unidades contam ainda com áreas externas privativas, característica pouco comum em empreendimentos corporativos da região.

O projeto também incorpora diferenciais alinhados às novas exigências do mercado, como tratamento acústico entre salas, persianas instaladas, copas equipadas em todos os pavimentos, banheiros acessíveis, gerador e estações para carregamento de veículos elétricos.

Para Elon, a crescente busca por ambientes corporativos mais eficientes está diretamente relacionada às transformações ocorridas no ambiente de trabalho nos últimos anos.

“Hoje, as empresas não procuram apenas metragem. Elas procuram localização, conforto, tecnologia, segurança e uma estrutura que contribua para a produtividade das equipes. Isso elevou o padrão de exigência dos ocupantes e criou oportunidades para empreendimentos preparados para atender essa demanda.”

Brasília reúne características favoráveis para o modelo

A aposta do Grupo Victória também está ligada às características econômicas de Brasília. A capital federal concentra órgãos públicos, entidades de classe, escritórios de advocacia, empresas de tecnologia, consultorias e prestadores de serviços que tradicionalmente operam em imóveis locados.

Além disso, regiões centrais da cidade continuam atraindo empresas que valorizam proximidade com centros administrativos, facilidade de deslocamento e ampla oferta de serviços no entorno.

Segundo Elon Gomes de Almeida, esse cenário favorece a consolidação de ativos voltados exclusivamente para locação.

“Brasília possui uma demanda corporativa historicamente estável e um mercado muito ligado ao setor de serviços. Quando você reúne localização estratégica e infraestrutura de qualidade, cria um ativo com potencial de manter relevância e competitividade por muitos anos.”

Tendência deve avançar nos próximos anos

Levantamentos recentes mostram que os escritórios de maior padrão continuam concentrando as principais operações de locação do país, refletindo uma preferência crescente por imóveis modernos, eficientes e preparados para atender às necessidades das empresas.

Nesse contexto, empreendimentos desenvolvidos exclusivamente para locação deixam de representar uma estratégia de nicho e passam a ocupar espaço relevante no mercado imobiliário brasileiro. 

A requalificação do Edifício Victória sinaliza essa mudança de perspectiva, na qual imóveis corporativos existentes podem ser adaptados para atender às novas demandas do mercado de locação, ampliando sua competitividade e seu potencial de geração de renda no longo prazo.

Sobre Elon Gomes de Almeida

Elon Gomes de Almeida é empresário do setor imobiliário, com atuação consolidada há mais de 20 anos no desenvolvimento de empreendimentos residenciais e comerciais em Brasília. À frente do Grupo Victória, dedica-se à incorporação, construção e gestão patrimonial, com foco em projetos imobiliários e administração de ativos familiares.